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segunda-feira, 31 de março de 2014

A saga dos García Barbón

José García Barbón
Luciano García Barbón, asturiano de origem, formava parte das elites espanholas na colónia de Cuba. Graças a um casamento com uma rica herdeira e aos seus negócios escravistas conseguiu uma imensa fortuna. Durante anos baseou a sua riqueza na produção de açucar por mãos escravas, de aí a sua luta constante a favor do mantemento da escravatura.

Caldeiras instaladas por Babcock & Wilcox em 1883 no engenho Fortuna, onde trabalhavam os escravos
Luciano teria como protegido e herdeiro ao seu sobrinho José García Barbón (nado em Verim). Quando José regressa à Galiza em 1884, logo de anos fazendo dinheiro em Cuba em negócios com o seu tio, funda empresas como Cabreiroá e Electra de Verim e, suponhemos que tentando lavar a sua conciência, emprende ações benéficas em escolas, asilos, casas de caridade, bibliotecas, etc. Por certo que as suas sobrinhas e herdeiras mandaram construir o Teatro García Barbón em Vigo (obra de Antonio Palacios) após a sua morte em 1909.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Grandes "próceres" da Galiza do XIX

Daguerreótipo de José Astray-Caneda

Julho de 1864.
Congreso Agrícola Gallego (organizado pela Sociedad Económica de Santiago) sobre a continuidade do sistema foral.

José Astray-Caneda Calvelo define-o como um contrato «grandioso e sublime» em origem.

Gravado de Aureliano Linares Rivas, quem fora alcalde da Crunha
Aureliano Linares Rivas: «Acho que é injusto, impolítico, antieconómico e inoportuno suprimir o sistema foral». [A redenção] «equivale a uma expropriação forçosa», «suporia um verdadeiro despojo do domínio primitivo e direito, seria socialista, encaminhada adular às massas».